quinta-feira, 18 de novembro de 2010

A estrela e a torre.

Sentado na torre fico.
Só. Eu admito.
À noite, em grã companhia:
A falsa estrela reluzia.

A estrela é alta,
Branca e flava.
A estrela é Alfa
Alva e falsa.

Que furor esse
De subir e descer a torre,
Como quem ateasse
Chama no tronco torpe.

Ainda não alcancei a estrela
Agora na noite fria que faz.
Bom seria tê-la
A agüentar o dia que o sol traz.

Noite in claro para quê?
Se falsidade à mercê
Me deixa! Se dormir a torre some,
Se ficar, que a torre tombe!

Essa é a sina de almejar aos céus,
Aos cosmos, aos seus véus:
Subir a torre para alcançar estrela.
Falsa, bom seria tê-la.

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